domingo, 7 de agosto de 2016

Capítulo 18 - A Verdade por trás da Fantasia da Pornografia [Livro de Shelley Lubben] Leitura online PDF



Uma Confissão

Ato V

Conheça Shelley #2

XVIII

Admit One

ISSo é ApenAS um teSte

Capítulo Dezoito

Bem-aventurado o homem que suporta a provação, porque quando ele

passar no teste, receberá a coroa da vida que Deus tem

prometido aos que o amam.

- Tiago 1:12

Na frente e no meio, eu estava naquela igreja todas as quartas e

domingos. Garrett estava sendo escravizado pelos militares, enquanto

eu estava aprendendo a passar por testes para provar o meu potencial

pessoal. Três meses de gravidez e esperança para o futuro, eu

começava meus dias com uma oração e uma folheada na Bíblia. À noite

eu trabalhava no restaurante mexicano Acapulco como garçonete.

De La Huera Loca a uma humilde garçonete mexicana, eu alegremente

recebia os clientes na porta, “Bienvenidos a Acapulco restaurante.”

Quando eu falava espanhol, meu chefe mexicano me perguntava onde

eu havia aprendido.

“Eu sou da Califórnia”, eu meio que sorria de volta.

Domingos eram meus dias favoritos da semana. Eu gostava de ir para a

igreja para pegar o melhor lugar. Tudo tinha a ver comigo, naquele

momento.

“A meta para cada empreendedor é passar no teste”, o pastor pregava.

Enquanto ele passava pela lista de nove testes para provar o nosso

potencial pessoal, eu falhava em todos eles.

“Você se ofende facilmente?” Perguntou ele.

“Não!”

“A respeito do teste de motivação, por que você faz as coisas que faz?”

o pastor perguntou à congregação.

Porque eu quero alguma coisa, dããã.

“Você tem paciência? Você pode passar no teste do tempo? Você pensa

a longo prazo?”

Eu gostaria que ele se apressasse, eu estou com fome. Minha barriga

grávida roncando.

“Você tem respeito pela autoridade que Deus tem colocado em sua

vida?”

Ninguém me diz o que fazer, pensei com um sorriso.

“Como é que os outros vêem você? Você pode passar no teste de

credibilidade?”

Engoli em seco. Eu odiava pensar em como os outros me viam. Eu tinha

certeza que muitos titios do meu passado poderiam comentar sobre

isso. Anos usando e abusando de homens entraram em minha mente.

O pastor interrompeu meus pensamentos. “Você será abençoado na

cidade e abençoado no país. O fruto do teu ventre será abençoado...”

Ok, essa uma era para mim, pensei. Olhei para o meu ventre estufado e

fiz um pequeno acordo com Deus. “Prometo obedecer-lhe. Só faça este

bebê ser de Garrett.”

O culto terminou e era hora de ir para casa e comer. Eu estava

morrendo de fome!

Peguei minha filha Tiffany de oito anos de idade da Escola Dominical e

fomos para casa para fazer uma comida da cozinha italiana: macarrão

com queijo. Sim, era bruto, mas eu não podia preparar alimentos

“especiais” eu não sabia como cozinhar. Tiffany gostava de qualquer

maneira.

Semanas úmidas e chuvosas de Washington se passaram e era hora do

meu primeiro exame de gravidez. Eu não tinha ido a um médico em

anos, exceto por causa daquela overdose. O que realmente nem conta.

Desta vez era especial. Eu esperava que eles me deixassem ouvir os

batimentos cardíacos do bebê.

“Shelley Lubben”, o nome ainda soava engraçado. Uma senhora sem

empolgação me entregou um monte de papéis e me disse para

preenchê-los. Sobrecarregada pela quantidade de perguntas que

fizeram, eu engasguei em voz alta. A experiente mãe militar sentada ao

meu lado riu e me deu as boas vindas à vida do Exército com o

“exagero de folhas de papel.”

O que quer que isso signifique, pensei.

Eu lentamente lia cada pergunta uma por uma.

Sem doença cardíaca. Sem doença renal. Nenhuma doença no sangue.

Sem HIV.

Era o que eu esperava.

Sem doença hepática, engoli em seco.

Era o que eu esperava novamente.

Eu me senti tão pressionada pelo meu passado. Eu só queria esquecê-lo

e as perguntas estúpidas eram nada além de uma lembrança horrível.

As vozes malignas disseram, Você nunca vai superar seu passado, sua

vadia.

“Saiam daqui em nome de Jesus!” Ordenei ao diabo. Eu empilhei os

papéis novamente e prendi com o clipe e despejei-os na recepção. Eu

não pude responder a todas as perguntas. Talvez eles não notassem.

Quase uma hora depois eles chamaram meu nome.

Finalmente, pensei. Este lugar era mais lento do que a minha avó.

Fiz um teste de urina, entrei na sala de exame militar e coloquei

minhas pernas grossas presas em estribos. Eu me senti tão humilhada,

o que era muito estranho para alguém que “fazia tudo” diante da

câmera. Eu tentei pensar em outra coisa. A porta se abriu e uma

senhora em um jaleco branco sem maquiagem entrou.

“Olá, sou a médica assim e assim e estarei fazendo um exame físico em

você, assim como farei algumas perguntas. Percebi que você não

preencheu alguns dos seus papéis. Preciso saber de algumas respostas

hoje.”

“Ok”, eu gemi.

Depois de um exame de olhos arregalados e um check up levemente

doloroso, a médica me disse que ela pensou que eu estivesse grávida

de quatro meses.

Sim, era exatamente o que eu também pensava.

Maravilha, eu realmente preciso de um milagre, pensei.

Então, ela levantou questões sobre o meu passado. Eu tentei esconder

minha vergonha olhando ao redor. A última coisa que eu queria fazer

era falar sobre meu passado. Mas a médica disse que era importante

para a saúde do meu bebê. Claro, puxe o lado maternal, senhora.

“Você já teve alguma doença sexualmente transmissível?”

Respire, pensei.

Cheia de uma vergonha sem precedentes eu respondi com um baixo,

“sim”.

Ela bateu a caneta e começou a escrever.

“Quais delas?” Ela olhou para minha cara como uma militar pálida.

“Herpes.”

“Será que você tem a vaginal ou apenas a por via oral?”

“Ambas.”

Ela continuou a rabiscar.

Espere, por que ela ainda estava escrevendo? Eu me preocupava.

Depois de alguns minutos ela me perguntou se eu estava interessada

em entrar em um estudo militar para as mulheres grávidas com

herpes. Eu começei a respirar novamente e percebi que não tinha nada

demais, o que eu tinha a perder?

A empresária em mim se animou. “O que eu recebo?” Perguntei.

“Nós não pagamos, mas você receberá ultra-sons e atenção especial se

participar do estudo.” A prostituta carente de atenção em mim sentouse

e sorriu.

“Ok, eu farei parte do seu estudo.”

“Precisamos coletar um pouco de sangue hoje e nós também faremos

um teste de HIV” a médica disse. Engoli em seco. Havia aquelas três

letras do inferno. Como se eu não tivesse ouvido o suficiente na

indústria pornô. HIV era a maldita bomba da pornografia.

O exame terminou, eu peguei minha bolsa e saí pela porta. O estresse

me deixou com fome, então eu parei em uma lanchonete local e pedi o

hambúrguer especial de um dólar. Eu estava em uma nova dieta de

alimentos de um dólar. Tudo o que eu via por um dólar eu comia.

Eu estava engordando. Garrett chegou em casa depois de semanas no

campo e viu meus pneus e dobras de gordura. Acho que traumatizei

ele. Eu me senti tão envergonhada. Entre os testes de Herpes, estar

sóbria e ter um bebê anônimo, era demais para meu estômago de

recém- reformada mãe e ex-estrela pornô. Então, eu comia.

E lia a Bíblia. E eu assistia a programas cristãos.

E eu ouvia as fitas do Pastor, depois que ele pregava. Eu realmente

tentava obedecer a Deus em tudo o que fazia, mas era muito mais

difícil do que eu imaginava. Passar pelos testes de Campeã em uma

base militar cheia de homens e de álcool irá me matar, pensei!

Especialmente quando ouvi: "Quando minha avó tinha 92, ela

carregava coisas melhor que você ", cantavam belas vozes masculinas

na cadência enquanto eu olhava para seus físicos perfeitos enquanto

eu mastigava em um saco de batatas fritas.

Delicioso, pensei. É claro, eu que estou falando do salgadinho!

A sobriedade era dolorosa, para dizer o mínimo.

Eu realmente preciso de um tempo, Deus, eu pensei.

Era domingo de novo e eu peguei avidamente um assento bem na

frente. Com uma caneta e Bíblia na mão, rabisquei notas sobre o meu

boletim, enquanto eu tentava manter-me com o Pastor.

“...O meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento.”

Não é de se admirar que a minha vida foi sugada, pensei. Ninguém

nunca realmente teve tempo para me ensinar nada. O Pastor continuou

com a lição. “As pessoas culpam os problemas pela falta de sucesso que

elas enfrentam. Se elas pudessem perceber os seus problemas como

suas oportunidades para provarem-se.”

Uau, pensei. Uma luz gigante entrou em mim. Eu nunca tinha visto

meus problemas como oportunidades. Depois outra luz entrou.

Espere, eu pensei. Se eu tivesse um monte de grandes problemas, isso

significaria na verdade, que eu tenho um monte de grandes

oportunidades.

Êpa, pensei. Esse cara é bom.

O culto terminou e fui para casa pensando em maneiras de como eu

poderia encarar meus problemas como oportunidades, para testar a

mim mesma. Lembrei-me das palavras do Pastor, “Pratique os

princípios de Deus de propósito” e eu não tinha que ser perfeita. Aquilo

foi um alívio! Eu também pensei sobre aquela coisa de conhecimento

que ele falou: “Meu povo perece por falta de conhecimento.”

Eu não quero mais perecer. Eu estava farta de ser uma perdedora na

vida. Então eu acordei de manhã e fui para a biblioteca pública mais

próxima. Quando passei pela porta, senti um refrigério enorme de ar

entrar em minha alma. A menina curiosa em mim estava viva e ela

estava animada para aprender!

Eu agarrei avidamente livros sobre tudo. De culinária a gravidez até

tipos de plantas no Estado de Washington, eu queria aprender sobre

tudo ao meu redor. O cheiro dos livros acalmou minha mente irritada.

Mas quando cheguei à parte de amamentação parei. Era tão doloroso

“esperar” por uma alegria tão especial quando eu não tinha certeza se

ficaria com meu bebê. Eu me enfiei em um corredor e baixei a cabeça

dolorosamente. Eu ansiava profundamente ficar com o meu bebê.

Lágrimas encheram meus olhos.

“Shelley, confie em mim. Pegue o livro” uma voz gentil disse.

Eu chorei. Foi tão difícil confiar em Deus. Eu tinha passado por tanta

dor e traumas do meu passado. Foi tão difícil confiar. Eu não confiava

em ninguém. Mas eu sabia que tinha que confiar em Deus.

“Ok”, respondi. Eu pego o livro.

Então aconteceu. Eu comecei a cozinhar! Garrett ficou traumatizado

novamente. Ele chegou em casa para uma refeição completa com pão

de alho e tudo. Sim, eu fiz espaguete. Eu era a WOP, lembra-se? Cozinha

Italiana era natural para mim. Lembrei-me de quando a minha avó

italiana me ensinou como fazer Vitela Scaloppini quando eu era

criança. Ela me deu algumas de minhas melhores recordações quando

criança. Eu queria ser como ela. Então, eu fiz espaguete e almôndegas e

meu marido faminto e minha filha Tiffany devoraram tudo. Minha

primeira refeição parecia-se mais com a Última Ceia: Santa e

sinceramente gostosa!

Não muito tempo depois que cozinhei a primeira refeição, o telefone

tocou.

“Shelley, precisamos que você compareça à clínica médica e fale com a

médica”. Uma voz do outro lado do telefone disse-me.

“Por que, o bebê está bem?” Ela parecia séria e isso realmente me

preocupou.

“Por favor, venha até a clínica e a médica vai falar com você.”

Eu apareci na clínica com grandes olhos preocupados, mas uma

confiança maior em Deus. Eu disse a Deus que realmente não estava

nem aí para qualquer má notíciaa. Sentei-me e esperei. “Apresse-se em

esperar”, uma mãe militar murmurou para mim.

Eu esperei e esperei e esperei. Finalmente chamaram meu nome,

“Shelley Lubben.”

Corri para o banheiro para fazer o eterno teste de xixi e corri para a

sala de exames. A médica veio imediatamente e apática disse: “Shelley,

lamentamos informar que você não pode estar em nosso estudo para

Herpes. Você não tem Herpes.”

Eu balancei minha cabeça. “Isso é impossível. Eu fui diagnosticada com

Herpes e estava em Zovirax”, retorqui.

“Não, você não tem o vírus Herpes Simplex”, disse a médica

inequivocamente. Em seguida, ela explicou que os militares ofereciam

testes avançados e que o Centro Médico Militar Madigan, onde eu

estava sendo testada, era um dos principais centros médicos do

Exército e que o Exército dos Estados Unidos não errava.

EU SENTEI LÁ ATORDOADA.

Então ela me examinou enquanto eu sentei lá com meus olhos

arregalados como dois Donuts. Quando ela terminou e saiu, eu

coloquei até minhas roupas do lado avesso. Então ouvi uma estranha

Voz dizer, “Shelley, eu lhe dei esse bônus por você me seguir.”

“O QUÊ?”

Eu não podia acreditar. Deus curou-me de Herpes simplesmente por

segui-Lo. Eu ainda nem tinha começado bem nos princípios de

Campeão ainda. Eu mal havia passado por alguns testes e agora de

repente eu era curada de uma doença incurável? Eu pensei que eu ia

desmaiar semi-nua. Inundada pela alegria e em completo choque, eu

fui atroplelando as ruas até em casa. Apenas dessa vez eu não estava

com fome. Eu não conseguia comer. Você está brincando?

DEUS ME CUROU DE HERPES!!!

Garrett chegou em casa, e eu passei meus braços em torno dele e dei

um beijão nele.

“Adivinha, bebê?” Um sorriso enorme passou pela minha face.

“O que foi, Shelley?”

Eu fiz a minha famosa dança do pregador negro ao redor da sala e

então eu pulei diante de seu rosto e gritei: “Eu fui curada de HERPES! A

médica disse que meu teste deu NEGATIVO E EU NÃO POSSO

PARTICIPAR DO ESTUDO!”

Garrett é claro queria saber todos os detalhes. Eu contei a ele.

Nos alegramos. Então eu o arrastei para o quarto e aproveitei o meu

novo estado conjugal livre de Herpes!

Os primeiros meses loucos eu nunca vou esquecer. Deus me testou em

tudo, desde o teste de ofensa ao teste de Herpes, o teste das pequenas

coisas para testar em um motorista do Estado de Washington, do teste

de HIV ao teste de credibilidade.

Eu também mencionei o teste de cozinhar alimentos? Oh sim, eu fui

exaustivamente testada e você sabe da maior?



Eu passei!

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