domingo, 7 de agosto de 2016

Capítulo 17 - A Verdade por trás da Fantasia da Pornografia [Livro de Shelley Lubben]



XVII

Uma Confissão

Você e quAl eXércIto?

Capítulo Dezessete

Os próximos meses foram um verdadeiro inferno. Gary perdeu o

emprego e teve que ser submetido a uma cirurgia no joelho. Sua mãe

tentou fazê-lo se divorciar de mim. Sua tia chamou o serviço de

proteção à criança para tentar ganhar a guarda de Tiffany e seu pai

deixou sua mãe exatamente depois que nos casamos. O que mais

faltava?

O diabo não ia deixar-me sair tão facilmente.

Eu queria o divórcio. Gary queria lutar por nós. Então, ele parou com a

metanfetamina e se juntou ao Exército dos Estados Unidos.

Exército, pensei. Eu amo homens militares.

“Quando partimos?” Eu perguntei.

“Nós não partimos. Eu partirei”, ele respondeu de volta.

“Como é?”

“Shelley, eu tenho que ir para Formação básica por dez semanas na

Carolina do Sul e, em seguida, tenho que fazer formação avançada em

San Antonio, Texas por mais oito semanas. Mas depois disso podemos

estar juntos.”

O que diabos eu ficaria fazendo? Pensei.

Vou lhe dizer o que eu fiz. Eu fiz o que qualquer psicopata, e ex

trabalhadora do sexo esposa faria, eu fui a um psiquiatra e peguei um

atestado do doutor. Era a única maneira de o Exército me deixar

acompanhá-lo durante seu treinamento. Sim, eu manipulei o Exército

dos Estados Unidos.

Gary não estava feliz com a minha armação. Deve ter sido terrível

quando seu comandante o chamou ao escritório para lhe dizer que a

Cruz Vermelha tinha uma mensagem de emergência de sua esposa

depressiva e que ela precisava que ele fosse para casa para levá-la ao

Texas. Gary teve que refazer todo seu curso por causa da minha

armaçãozinha.

Bem, eu estava mentalmente doente. Não era apenas como eu mentia,

ou qualquer coisa. Era como eu usava isso.

Gary parecia tão bem quando o vi. Eu não podia acreditar.

Dois meses desgastantes de programa de treinamento básico do

Exército, e Gary parecia incrível! Ele também voltou com um novo e

poderoso nome: Soldado Garrett Lubben. O Exército não permitia

apelidos. Os militares fizeram sair o verdadeiro homem de dentro dele!

Garrett, eu poderia me acostumar com isso, pensei.

Havia apenas um problema. Garrett estava sóbrio, e totalmente curado.

Eu era uma fossa de transtornos mentais, vícios e fortalezas

demoníacas. Não só isso, Garrett tinha um novo e belo físico, enquanto

eu rapidamente ganhei peso na recuperação. Eu me senti mais feia, e

mais indigna do que nunca.

“Há apenas mais de você para amar, Shelley.”

‘Gee’, obrigada por perceber a minha gordura. Bem, pelo menos eu não

poderia voltar para a indústria do sexo. Ninguém iria me contratar

agora.

Quando chegamos ao Texas Eu tinha que encontrar um emprego. Os

militares pagavam quase nada a Garrett e por isso no primeiro dia que

chegamos a Fort Sam Houston, fui passear na rua e apreciar o pôr do

Sol e consegui um emprego como Bartender.

Finalmente, eu estava do outro lado do bar. Eu era uma profissional. É

claro que sim, eu era uma alcoólatra. Não havia bebida que eu não

pudesse inventar e os clientes me amavam. Nós festejávamos durante

todo o dia e noite, enquanto Garrett sofria com o treinamento militar

intenso. Eu só via ele nos fins de semana. Tiffany ficava com uma babá

no nosso conjunto de apartamentos. As coisas começaram a aparecer

para mim.

Infelizmente, eu cometi um grande e terrível erro. Uma noite quando

estava bêbada e o dinheiro tinha sido baixo, eu concordei tolamente

em fazer sexo por dinheiro. Em minha mente embriagada e

desarrumada, eu estava tentando ajudar a sustentar minha família. Eu

também era viciada em dinheiro rápido e fácil.

Demônios e o álcool tentaram destruir a minha vida mais uma vez. Eu

descobri três semanas depois que estava grávida e eu literalmente

entrei pelo cano. O homem que fez sexo comigo era negro. Garrett vai

me matar com certeza. Eu me odiava e queria morrer.

Na noite que fiz sexo com o homem, eu me senti tão culpada. Eu sabia

que aquilo era errado. A prostituição não era mais algo tranquilo para

mim. Eu me senti horrível, então eu só tive relações sexuais por cerca

de um minuto com um preservativo e depois o empurrei porque eu

sabia que era errado. Eu não poderia passar por aquilo e agora, aqui

estava eu, grávida.

Eu era uma mulher amaldiçoada. Eu tive que dizer a verdade Garrett.

Eu estupidamente chamei-o ao telefone.

“Garrett, tenho uma notícia terrível. Você promete não me deixar?”

“Sim, Shelley, eu prometo.”

“Eu fiz sexo com alguém quando estava bêbada...”

Garrett não disse uma palavra.

“... E agora estou grávida.”

O telefone desligou.

Eu realmente estraguei tudo desta vez, pensei. Entrei na banheira, abri a

torneira e chorei gigantes lágrimas de arrependimento. Eu estava com

a maior tristeza que já tinha sentido em minha vida. Eu odiava o que eu

tinha feito. Eu odiava meu pecado contra Garrett e contra Deus. Como

eu pude deixar isso acontecer?

Eu desesperadamente implorei a Deus: “Por favor Deus, por favor

Deus, deixe este bebê ser de Garrett. Por favor, perdoe-me e tenha

misericórdia de mim. Eu prometo te obedecer. Eu prometo!”

Garrett chegou em casa naquele fim de semana e não disse uma

palavra. Eu seguia ele, implorando seu perdão jurando a Deus, que eu

faria qualquer coisa para salvar nosso casamento. Eu prometi até

mesmo parar de beber.

Eu também lhe prometi que quando o bebê nascesse, se não fosse seu

eu lhe daria para adoção. Ele concordou em ficar ao meu lado não

importando o que acontecesse. Mas eu vi a dor em seus olhos. Eu

esmagara seu grande e lindo coração.

Garrett finalmente terminou seus estudos e recebeu ordens para ir

para Fort Lewis, Washington. Graças a Deus, pensei. Eu tive que sair

fora do Texas e me afastar daquele bar!

Nós cruzamos todo país dentro de um caminhão preto Datsun que eu

havia recebido em troca de dinheiro de um dos clientes do bar. A pobre

Tiffany teve que se sentar atrás do meu assento por três mil

kilômetros. Ainda bem que nenhum policial nos parou.

Depois de dirigir sobriamente ao longo da costa de Oregon, ouvi uma

voz internamente dizer, “Confie em mim, Shelley.”

Eu não tinha escolha a não ser confiar em Deus. Eu não tinha mais

ninguém para me apoiar.

Garrett estava fora o tempo todo e quase não falava comigo quando

estava em casa. Meus pais não estavam por perto e não se importavam.

Minha sogra não me suportava. Eu não tinha amigos para conversar.

Éramos apenas eu, Deus e o pequeno bebê crescendo dentro de mim.

“Bebê, lamento a sua mãe é tão estúpida. Eu realmente amo você.”

Olhei para baixo em lágrimas para minha pequena barriga. Meu

coração se partiu com o pensamento de ter que dar o meu bebê. Todos

os dias eu caía de joelhos e implorava a Deus que tivesse misericórdia e

que, por favor, deixasse o bebê ser de Garrett.

“Por favor, Deus, tenha misericórdia de mim. Você me salvou todas

aquelas vezes durante a indústria do sexo. Salve-me mais uma vez, por

favor.”

Eu chorei e chorei. Fiquei profundamente triste por meus pecados.

Eu era um desastre emocional. Comecei a ter regularmente lembranças

e pesadelos horríveis do meu passado. Imagens de homens

penetrando-me em todos os orifícios me assombravam todas as noites.

Eu acordava gritando e socando meu travesseiro. Durante o dia eu

vivia mudanças de humor constantes. Um minuto eu estava com raiva e

jogando coisas e no minuto seguinte eu estava no chão chorando em

lágrimas. Garrett pensava que eram hormônios da gravidez. Mas eu

sabia que era mais do que isso. Eu estava lutando contra demônios

reais e precisava de ajuda real.

Eu sabia que precisava ir à igreja. Desesperada por qualquer ajuda que

eu pudesse ter, peguei as Páginas Amarelas e escolhi a primeira igreja

onde meus dedos apontaram.

“Centro de Campeões”, soou boa o suficiente para mim.

O Domingo chegou, e nós chegamos a uma igreja glamourosa e grande

com nossa batida e feia Datsun. Eu estava tão envergonhada. Todos

pareciam felizes e brilhantes; mães e pais com crianças pequenas

felizes correndo por ali. Isso me fez estremecer. Eu odiava a família

onde havia crescido.

Assim que entrei senti um choque cultural enorme.

A música era ensurdecedora e as pessoas estavam pulando para cima e

para baixo e acenando com as mãos ao ar.

Por que diabos essas pessoas eram tão felizes, eu me perguntava.

“TODAS AS COISAS SÃO POS-SÍ-VEIS”, cantava e dançava um coral

estrondoso com pessoas vestidas de roxo.

Impressionada com as luzes brilhantes e a música poderosa em torno

de mim, eu caí em uma cadeira no meio da multidão e baixei a cabeça.

Paranóica, eu pensei que alguém poderia me reconhecer. Olhei para

Garrett e seu rosto se iluminou como uma criança em um carnaval. Ele

era acostumado com a luz e com a música. Eu era acostumada com a

morte e com as trevas. Eu apenas sentei lá e observei.

A música parou e um cara jovem entrou no palco louvando ao Senhor.

“O sucesso começa no Domingo!” O pastor explodiu. Então ele abriu um

livro e disse que estava ensinando sobre as nove testes que provavam

algum tipo de potencial ou algo assim. Nada disso fez sentido para

mim. Eu estava prestes a levantar-me quando ele parou e apontou o

dedo diretamente para mim.

“Você sabia que há uma campeã dentro de você?”

A verdade atingiu meu rosto como um caminhão de meia tonelada.

Chutando e gritando dentro de minha alma, a talentosa menina campeã

em mim estava morrendo de vontade de sair. Ela tinha sido trancada

em uma cela do inferno por mais de 17 anos e queria sair!

Tocada pelas palavras poderosas do Pastor, eu explodi em lágrimas

violentas, e 17 anos de dor reprimida explodiram para fora de mim.

Comecei a chorar por minha vida destroçada diante de todos. Um

estouro de um milhão de pedaços traumatizados, eu gemia sobre as

injustiças feitas contra mim desde quando eu era criança. Chorei de

dor pela maldade absoluta da traição dos meus pais. Eu soluçava sobre

o auto-ódio contra a minha própria alma. Eu odiava totalmente a mim

mesma.

Aquele culto todo se tornou o funeral de minha mentira e todo o mal

em mim foi exposto. Foi o verdadeiro encontro de uma vida toda, e isso

era apenas o começo.

O discurso sobre os mortos, e o meu inesperado funeral terminou

comigo enxugando as lágrimas e as palavras do pastor de conclusão:

“Resisti ao diabo e ele fugirá de vós.”

Eu soube então o que eu tinha que fazer.

Fui direto para casa, fiquei de joelhos e orei.

“Jesus, por favor, perdoe-me por todos os meus pecados, que são

muitos. Por favor, tenha misericórdia e me ajude a passar por esta

gravidez. Por favor, deixe o bebê ser de Garrett. Por favor, Senhor. Eu

sei que eu mereço ser jogada fora na rua, ou pior, mas Senhor, eu

desesperadamente preciso de você.”

Enquanto eu estava orando, alguém entrou na sala em minha frente. Eu

reconheci aquela Presença de imediato. Era Jesus. O mesmo Jesus que

eu conhecia quando era menina e o mesmo Jesus que foi comigo ao

estúdio pornô. Ele nunca saiu do meu lado por um momento. Eu me

arrependi por todos os pecados que tinha cometido e agradeci

totalmente a Ele por eu não estar queimando no inferno.

Mais alguém também entrou na sala. Uma presença escura intimidante,

eu reconheci a força maligna familiar. Mas o Senhor não tinha ido

embora. Forte e lindo, Ele estendeu a Sua mão e me desafiou a fazer o

impossível.

A Bíblia em minha mão, o bebê em minha barriga e uma fé de recémnascida,

eu cheguei até Jesus e, juntos, nós declaramos guerra à

Satanás.

1) Minha linda mãe e eu no meu primeiro aniversário

2) Uma feliz garotinha de quatro anos de idade.

Eu cantando com meu coração para Jesus.

1) Eu como florzinha em uma peça

2) Ah, não era um anjo aos 8?

Eu no quintal frontal em Glendora.

O bosque atrás de mim era perfeito para brigas de laranja.

1) Eu no Halloween, vestida de bruxa sexy.

2) Eu e minha fantoche de Srta. Piggy.

3) Eu podia imitá-la e ainda consigo!

1) Eu REALMENTE adorava a Srta. Piggy e patins roller

também.

2) Com doze anos odiava meus óculos, mas amava meu

cabelo.

Eu aos 15 anos, com os sonhos de me tornar

atriz de Hollywood

1) Coelinha da Playboy aos 14 para o Halloween

2) Eu na 9° Série, para a torcida de time.

Eu, finalmente me formando no Ensino Médio em

1986





O pornô destruiu minha vida de 1993 - 1994





Heather, Patrice, Julie, Shelley, Jan, Vicky, e Tammy.

Ex estrelas pornô, ex strippers na Expo de

Entretenimento Adulto de 2009.







Shelley e Garret Lubben em



seu 15° aniversário de casamento no Dia dos Namorados de 2010

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